Longa Vida vem conquistando a preferência do consumidor desde 1961
O leite longa vida vem conquistando a preferência do consumidor desde que foi lançado no mercado, há 46 anos. No Brasil, por exemplo, detém 76% do mercado formal de leite fluido. Sua liderança está consolidada também na Europa. No bloco formado por Bélgica, França, Grécia, Espanha e Portugal, representa mais de 90% do consumo de leite líquido. Sua participação é predominante ainda na Alemanha (onde domina cerca de 70% do mercado) e na Itália (cerca de 60%).
Com o leite longa vida, o consumidor passou a ter um produto seguro, ultrapasteurizado, natural e sem conservantes. Um produto que não precisa ser estocado na geladeira e não demanda abastecimento diário. Além disso, como está pronto para beber, não está sujeito a contaminações no ato do consumo, como a diluição em água de má qualidade.
O leite longa vida também não depende de uma infra-estrutura de refrigeração irrepreensível e de custos altíssimos, especialmente em um país com dimensões continentais como o Brasil. Entre as numerosas vantagens de logística proporcionadas pela ultrapasteurização, pode-se contar as economias de energia e de combustível, pois o longa vida fez com que o transporte e o varejo prescindissem de sistemas especiais de armazenagem.
Os produtores também se beneficiaram com o advento do leite longa vida. As particularidades do produto de caixinha, entre elas os prazos maiores de validade, eliminaram a dependência da cadeia de frio e a restrição das vendas a mercados locais. Os fabricantes, portanto, descobriram a possibilidade de expandir seu mercado para todo o país.
No Brasil, o longa vida chegou em 1972 – 11 anos depois de ser lançado na Europa. Introduzido inicialmente no Rio de Janeiro, sua participação no mercado brasileiro foi pequena até 1991. Nesse ano, mudanças significativas na economia e no cenário competitivo, somadas à conveniência de ter estocado, nos supermercados e nas residências, um produto cujo prazo de validade não expiraria em poucos dias, facilitaram a escalada comercial do leite longa vida.
Em 1991, o longa vida representava 4,4% do mercado de leite líquido do país. Em 2007, 16 anos depois, ultrapassou os 75% de participação e está presente em 87% dos lares brasileiros. Além disso, é um negócio que anualmente movimenta mais R$ 7 bilhões.