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05 de Outubro de 2009
Leite Longa Vida está presente em 87% dos lares brasileiros

AMG COMUNICAÇÃO


Nos últimos anos, o Leite Longa Vida tem sido o vetor de crescimento do leite de consumo no Brasil e tem apresentado desempenho superior ao do mercado total. Suas vendas, em 2008, somaram 5,3 bilhões de litros.  Hoje, o leite UHT (Ultra High Temperature) já está presente em 87% dos lares brasileiros, representa 76% do leite fluido de consumo e mais de 47% do total de leite consumido no Brasil.   “São números expressivos e a crescente estabilidade do setor tem atraído grandes players ao segmento, como a Perdigão e a Nestlé, mais recentemente”, afirma o presidente da ABLV (Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida), Cláudio Teixeira.

Com essa desenvoltura, a indústria de leite longa vida conseguiu ultrapassar a crise financeira mundial praticamente incólume e deve fechar o ano de 2009 com um faturamento da ordem de R$ 9 bilhões, segundo dados da ABLV. O volume representa um crescimento de 12,5% em relação aos R$ 8 bilhões registrados em 2008.

Enquanto as vendas do chamado leite de consumo (que engloba todas as categorias do produto fluido e em pó) devem crescer algo em torno de 2%, os produtores de longa vida trabalham com a perspectiva de crescimento da ordem de 4% este ano. “É um desempenho muito bom, apesar de menor do que o registrado em 2008, quando as vendas aumentaram 5,5%”, diz Teixeira.

QUALIDADE MONITORADA – Um parque industrial moderno e a confiabilidade da “ultrapasteurização” ou do processo UHT (caracterizado pelo aquecimento do leite a temperaturas entre 130-150ºC durante 2 a 4 segundos, seguido de resfriamento a temperatura inferior a 32ºC) ganharam um forte aliado em agosto do ano passado, quando a ABLV lançou oficialmente o “Programa de Monitoramento da Qualidade do Leite Longa Vida”. O objetivo é monitorar a qualidade do leite longa vida e garantir que o produto esteja rigorosamente dentro dos padrões exigidos pela legislação.

O programa consiste na coleta contínua de produtos nos pontos de venda, os quais são enviados a laboratório credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) onde passam por análises físico-química. São coletadas cerca de 80 marcas comercializadas em todo Brasil, todas analisadas no mínimo uma vez a cada trimestre. Os resultados dessas análises são comparados com os parâmetros exigidos pela legislação em vigor e enviados periodicamente ao MAPA como subsídio para seu esforço contínuo de fiscalização e orientação dos fabricantes.

Apesar de sua oficialização ter completado um ano, na prática o monitoramento já era realizado desde 2007. Inicialmente foram feitas duas rodadas de análises, cada uma com 70 amostras de leites longa vida de todo o País. “Já num primeiro momento conseguimos traçar uma radiografia bem completa do mercado, o que serviu de base para a efetiva implantação do programa”, explica Cláudio Teixeira.

PRESERVAÇÃO – O processo de UHT exige leite cru de boa qualidade. A indústria de leite longa vida se abastece dele nas mesmas bacias leiteiras utilizadas pelos fabricantes dos demais produtos: leite pasteurizado, leite em pó, queijos, iogurtes e outros. A combinação das tecnologias de ultrapasteurização, de envase asséptico em embalagens longa vida e da retirada do ar no momento do fechamento da embalagem, garante ao leite longa vida a preservação de suas propriedades organolépticas (cor, sabor, aroma) e nutricionais por até 180 dias após o envase, sem necessidade de refrigeração e sem uso de conservantes.

Parte importante no processo é também a embalagem cartonada, composta por seis camadas de diferentes materiais. Começando de dentro para fora, duas camadas de polietileno evitam qualquer contato do leite com as demais camadas protetoras da embalagem. Em seguida, vem uma camada de alumínio, cuja função é evitar a passagem de oxigênio, luz e microorganismos, e uma quarta camada de polietileno. Uma quinta camada de papel confere resistência à embalagem e, finalmente, uma sexta camada de polietileno. A embalagem longa vida é totalmente reciclável.

HISTÓRIA – O leite longa vida chegou ao Brasil em 1972, apenas dez anos após seu lançamento na Europa. Introduzido inicialmente no Rio de Janeiro, teve baixa participação no mercado de leites até 1991. Contribuíram para isso a escassez de leite no país, a carga tributária sobre o produto (ICMS de 17%, enquanto que para o leite pasteurizado era zero), a distribuição restrita às padarias (com margens elevadas) e o baixo investimento para sua produção.

Após 1991, a economia brasileira entrou em seu processo de abertura e com ele veio o início de uma profunda mudança do cenário competitivo. O consumidor, já impactado pelas novidades que o cenário econômico lhe proporcionava, queria conveniência e diversificação de produtos. Lá estava o leite longa vida pronto para beber, fácil de ser estocado em casa, com diferentes teores de gordura, com versões enriquecidas com vitaminas e minerais.

Em 1991, o longa vida representava 4,4% do mercado de leite líquido do país. Em apenas 18 anos ultrapassou os 75% de participação e transformou-se num negócio de mais de R$ 9 bilhões.

O leite longa vida está amplamente distribuído no mundo, sendo que na Europa representa mais de 97% do consumo de leite fluido em países como a Bélgica, Espanha, França e Portugal. Na Alemanha representa perto de 70% e na Itália sua participação é da ordem de 60%. Na América Latina tem enorme importância no Chile (98%), Argentina (87%) e Brasil (76%).

 

 

Mais informações:

AMG Comunicação

Mariana Nogueira

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